Crianças indígenas, aquelas com doenças neurológicas crônicas e/ou com distúrbios de desenvolvimento neurológico serão as primeiras a serem vacinadas contra Covid-19 em Pernambuco, com idades entre 5 a 11 anos.
De acordo com o governo, incialmente a prioridade entre os pequenos com distúrbios de desenvolvimento será para os diagnosticados com síndrome de Down e autismo.

A decisão do governo foi tomada nesta terça-feira (11), após reunião do Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação. A imunização desse grupo terá início assim que o estado receber a primeira remessa de vacinas para crianças de 5 a 11 anos.
“Vamos priorizar crianças com doença neurológica crônica, [que] complicam mais e morrem mais pela Covid; distúrbios de desenvolvimento neurológico, seguindo os dois grupos de pessoas com síndrome de Down e autismo, porque eles têm uma dificuldade de manter o uso da máscara; e os indígenas de 5 a 11 anos”, explicou a superintendente de Imunização do estado, Ana Catarina Melo.
A comprovação nos casos dos grupos com comorbidades será nos moldes da vacinação dos adultos, ou seja, com apresentação de laudo médico contendo o CID indicativo da doença.
A definição dos especialistas em criar grupos prioritários no estado ocorreu por conta da expectativa de que as doses cheguem aos poucos, com a primeira remessa devendo chegar até o fim da semana. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o país deve receber 4,3 milhões de unidades da vacina da Pfizer especificamente para crianças em janeiro.
O estado indicou que, conforme cheguem mais doses, deve seguir a ordem e os critérios já estabelecidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 para crianças:
em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para quilombolas e indígenas;
sem necessidade de autorização por escrito, desde que pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) reforçou que já tem organizado o processo de logística para distribuir, rapidamente, o imunizante aos municípios, que são responsáveis pela aplicação.
A vacina contra a Covid-19 para as crianças é tão aguardada que, no fim do ano, Sofia Tavares, de 6 anos, moradora da Zona Oeste do Recife, pediu à mãe de presente de aniversário uma dose do imunizante. Ela completa 7 anos em abril de 2022. Com informações do G1
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